Senador condena tentativa apoiada pelo filho de Cássio de cobrança em universidades

O senador paraibano Lindberg Farias eleito pelo PT-RJ em conversa com o professor de Ciência Política da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Jaldes Meneses, condenou a ofensiva do Governo Federal que deseja cobrar mensalidades nas universidades públicas. Ele frisou que a Câmara dos Deputados realizou uma audiência sobre o tema, no projeto do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB-PB). Pedro é defensor do projeto permite às universidades públicas cobrarem por cursos de pós-graduação lato sensu, extensões e mestrado profissional. No início da entrevista o senador paraibano frisou que as instituições estão passando por dificuldades, sem dinheiro para custeio, pagamento de serviços e de manutenção.

Lindberg ressaltou que é uma forma proposital do governo Temer que vem na ofensiva para votar este projeto de cobrança de mensalidade escolar. O professor Jaldes disse que a ideia da cobrança das instituições federais é antiga, já que houve uma tentativa nos anos 70, no período militar e recentemente no governo de Fernando Henrique Cardoso. “Trata-se de uma situação grave porque está acontecendo um desmonte do Ensino Superior brasileiro da Ciência e Tecnologia do nosso país. É o nosso patrimônio que temos que evitar o pior para todos, inclusive para aqueles que não têm condições de pagar”, observou.

Após apoiar o projeto que terceiriza todas as atividades de uma empresa, inclusive nas empresas da administração pública, e desagradar a Central Única dos Trabalhadores, o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), filho do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) é defensor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/14, que permite às universidades públicas cobrarem por cursos de pós-graduação lato sensu, extensões e mestrado profissional.

O tucano paraibano já votou duas vezes favoravelmente a PEC, a primeira foi em 2015, quando ainda fazia uma pós-graduação em uma universidade particular em Portugal. Segundo o texto, o ensino público superior de graduação e de pós-graduação acadêmica continuam gratuitos, mas as instituições poderão cobrar pelos cursos de extensão, de pós-graduação lato sensu e de mestrado profissional.

Lindberg comentou que um estudo da Associação Nacional de Dirigentes do Ensino Superior (Andifes) de 2014, avaliou que 65% dos estudantes de graduação são de família de baixa renda, com salário que varia de um e meio. O professor Jaldes explicou que nos governos Lula e Dilma houve uma democratização do acesso ao Ensino Superior, onde a estatística da Andifes demonstra todo o quadro. “O que se quer é calar a voz crítica das universidades, deixando sem condições o ensino e as carreiras das instituições. O governo deseja acabar com os grandes talentos que são formados pelas universidades públicas federais”, disse.

PB Agora

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