Professora diz que os pais têm deixado à tarefa de educar para as escolas

Marilane Gomes Pedrosa é proprietária e professora e presta serviço na área de reforço escolar da capital paraibana. Ela afirma que, cada vez mais, os familiares têm deixado de exigir o esforço dos filhos em ambientes escolares. Por outro lado, cobram bons resultados a partir do momento em que os pequenos sentem dificuldades, colocando-os no reforço. “O ensino regular é obrigatório, então a cobrança deveria partir na escola para garantir boas notas desde o começo, mas não é isso que vem acontecendo”, esclarece.

A professora relata que a grande maioria dos alunos que chegam até o seu reforço, são jovens com potencial, mas que têm muita dificuldade de concentração, ou que não possuem alguém que possa acompanhar diretamente nas atividades escolares. Ela também afirma que a grande maioria dos familiares fazem um bom trabalho de comunicação para saber como os filhos estão no reforço, mas que outros, por motivos diversos, não têm a mesma atitude. “Esse diálogo escola, família e reforço é super importante”, explica.

Marilane costuma fazer um esforço para conscientizar e deixar os pais mais próximos da vida escolar dos filhos. “Sempre digo que: educar não significa apenas ensinar bons modos. Educar significa preparar para o conhecimento e isso tem sido deixado a cargo da escola, mas ela por si só não é suficiente. É preciso exigir mais”, afirma com convicção. Sobre a realidade do seu reforço, ela confessa que a maioria dos familiares a procuram apenas no final do ano, quando os filhos encontram- se com médias muito baixas. “Em 90% dos casos, nós conseguimos salvá-los da reprovação, mas há vezes em que é praticamente impossível e o aluno acaba tendo que repetir o ano”, afirma. O conselho da professora é que os pais observem, desde o início, onde os filhos possuem mais dificuldade e que os coloquem nos reforços ainda no primeiro semestre, porque assim será fácil de suprir a carência deles nessas disciplinas onde as notas não são boas.

PB Agora

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *