Em crise, prefeitos paraibanos demitem comissionados para pagar 13º a servidores

Levando em conta os cortes no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e também na arrecadação, muitos municípios paraibanos estão com situação econômica muito crítica. Para tentar buscar um equilíbrio fiscal, muitos prefeitos estudam a aplicação de medidas drásticas para garantir o pagamento do 13º salário aos servidores.

As prefeituras das cidades de Cruz do Espírito Santo e Caaporã, estudam exonerar todos os ocupantes de cargos comissionados e contratados nos meses de novembro, dezembro e janeiro. Esta atitude possibilitaria o pagamento do 13º aos servidores e a adequação dos gastos à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Em Cruz do Espírito Santo, o prefeito Pedro Gomes Pereira, conhecido como Pedrito (PSD), disse que a situação no Município é muito ruim e terá que promover cortes para tentar honrar os compromissos em dia. Pedrito disse que até o momento já demitiu 160 pessoas e só conseguirá pagar o salário dos cargos comissionados do mês de agosto hoje. “Se for pra tirar os contratados, que são os professores e o pessoal que dá apoio nas escolas, vai ter parar, e se for pra parar é melhor fechar as portas, como aconteceu em prefeituras do estado de Alagoas”, alertou.

Outro gestor que adotou medidas drásticas é o de Caaporã, no Litoral Sul do Estado, onde o prefeito Kiko Monteiro (PDT) já demitiu cerca de 300 pessoas que foram contratadas por ele no início do ano. Segundo o gestor, o repasse do ICMS para o Município previsto para o próximo ano é preocupante, principalmente quanto à ocorrência de novas demissões. “Já demitimos aproximadamente 300 pessoas, e estamos estudando novos cortes, infelizmente”, lamentou.

PB Agora

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