DR.
Marinho Marinho Machado Fui Sargento do Exército,
Oficial de Justiça do Tribunal Regional do Trabalho
da 13ª Região
Sou Graduado em Direito e Teologia, com Especialização
em Direito Constitucional e Administrativo além de ter
cursado a Escola Superior da Magistratura.
Ex-Professor Substituto da Universidade Federal da Paraíba
e da Universidade Estadual da Paraíba.
Atualmente estou Promotor de Justiça na Promotoria de
Justiça de Jacaraú-PB.
JACARAÚ TÔ VENDO, NINGUÉM
ME DIZ
26/02/10 - 06:36
Jacaraú eu to vendo e conto para o mundo a sua história, como
a sua colonização que teve início no final do século XIX e
começo do Século XX, assim como o seu desmembramento do município
pai Mamanguape ocorreu no dia 01 de fevereiro do ano de 1961
e o seu primeiro desbravador foi o Coronel Francisco Fernando
Lisboa.
Eu quero dizer para todo o universo que o nome Jacaraú está
relacionado à palavra jacaré, uma vez que na Lagoa que fica
por trás da Rua São João existiam muitos jacarés, daí o nome
Jacaraú, ou terra de jacaré.
Por isto eu verbero para todos que vejo uma cidade rica, com
uma grande produção de castanhas de caju, tradicionalmente
fonte de renda para muitas famílias da região, agora com incremento
de fábricas e produção planejada, colocando nas prateleiras
de mercadinhos e supermercados o produto da terra dos jacarés,
debaixo de uma temperatura média de 26º graus centigrados,
nesta região da mata paraibana que se limita com o Estado
do Rio Grande do Norte e os municípios de Mamanguape (32km),
Curral de Cima (15km), Pedro Régis (08km) e Caiçara (19km),
distando 96 km da capital João Pessoa.
Pois é nesse pedacinho do mundo, cuja localização apontei
acima que estou vivendo e pretendo passar muito tempo, quem
sabe até Deus me levar, que to vendo, ninguém me diz, desperdício
de caju, de manga, dessa fartura que Deus nos dar de presente.
Mas tô vendo que muita coisa vem mudando, e é óbvio que uma
cultura errada não se muda de uma hora para outra, mas vejo
avanços, percebo as pessoas mais alegres, a população saindo
às praças como a dizer: “a cidade é nossa”, marginal, bandido,
traficante, corruptores de menor é que devem se esconder nas
locas e malocas periféricas, as ruas e as praças pertencem
às pessoas de bem, então to vendo que as pessoas começam a
tomar conta do que é seu.
Tô vendo que os idosos passam a defender sua autoestima e
nas ruas, com muita alegria praticam ginástica, cantam e contam
histórias, numa demonstração maravilhosa de que são pessoas
sadias e que precisam de todo o respeito.
Tô vendo meninos em situação de risco aprendendo música com
a professora de flauta Vaniclé na Escolinha do Promotor, vejo
as pessoas menos arrogantes, me refiro àquelas que possuem
tal vício e ainda muita alegria na cidade, com as pessoas
pintando suas casas com cores lindas, mas também to vendo
menos lixo com a cidade mais limpa, isto lhes garanto, to
vendo, ninguém me diz.
Tô vendo e isto com muita felicidade no meu coração, que as
ruas deixaram de ser agredidas com esgotos e assim se vive
bem melhor, já que nossa cidade é muito boa e não merece ser
chamada de suja e seus moradores de mal educados.
To vendo jovens ávidos por cultura, a exemplo de Alidemon
e mais 90 meninas e meninos que ensaiam com vibração e amor
belas coreografias na quadrilha junina Sanfona de Ouro, para
quem tiro o chapéu.
Tô vendo os assadores, quebradores, peladores de castanhas,
plantadores de mandiocas, fabricantes de beiju, todos numa
procissão guiada por Deus a ecoar: “juntos com os produtores
de mel, nós fazemos o desenvolvimento desta terra”, e isto
senhores, eu to vendo, ninguém me diz.
Marinho Mendes Machado
Promotor de Justiça de Jacaraú
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