Na luta
por mandatos, políticos usam as esposas como ‘Plano B’.
20/12/09
- 06:30
Por: andré gomes
Faltando praticamente dez meses para
o processo eleitoral de 2010 alguns políticos paraibanos
resolveram garantir um espaço a mais nas alianças partidárias
com a simples finalidade de garantir mandatos no próximo
ano. Para isso, a melhor forma encontrada pelos “espertos”
para também transitarem facilmente por dois lados foi
filiar as esposas em outros partidos, que não os deles.
O troca- troca de partido também foi facilitado pela
indefinição de apoios para os pré-candidatos ao Governo
do Estado.
Na Paraíba, pelo menos cinco esposas de políticos, em
diversas regiões do Estado, trocaram de legenda no mês
de novembro. No Brejo, a ex-prefeita de Guarabira, Léa
Toscano, esposa do deputado estadual Zenóbio Toscano
(PSDB), deixou o ninho tucano e se filiou ao PSB. Na
Borborema, a vereadora Ivonete Ludgério, esposa do deputado
estadual Manoel Ludgério (PDT), deixou a sigla do marido
para se filiar ao PSB. Em Picuí, a esposa do prefeito
Buba Germano (PSDB), Wilma Germano, agora integra o
PPS.
MARTA
No Agreste um caso interessante, Marta Ramalho continua
no DEM e o marido, Ramalho Leite, se filiou ao PPS.
Já no Sertão, o ex-prefeito José Sidney Oliveira permaneceu
no PSDB e a esposa, Flora Diniz, agora é filiada ao
PPS. E para finalizar, no litoral o deputado estadual
Nivaldo Manoel trocou o PPS pelo PMDB, mas a filha,
vereadora Elisa Virgínia continuou na legenda socialista.
De acordo com a pré-candidata a uma vaga na Assembleia
Legislativa, Flora Diniz, a troca de partido se deu
em comum acordo com o ex-governador Cássio Cunha Lima
(PSDB). Ela disse que como pretende disputar um dos
36 assentos na Casa de Epitácio Pessoa em 2010, a saída
do ninho tucano era inevitável.
“Escolhi o PPS porque além de ser um partido que eu
tenho muita afinidade, é também um aliado do ex-governador
Cássio. Então, por isso, decidimos que eu deveria filiar-me
ao PPS para disputar as eleições, mas Sidney continua
no PSDB, assim como minha nora, a vereadora Germana
Diniz”, justificou ela, confirmando a “solução caseira”
para os planos políticos do marido.