Policiais
militares fazem paralisação de 24 horas.
22/09/09
- 06:27
Categoria cruza os braços hoje para exigir melhorias
salariais
Luiz Freitas // luizfreitas.rn@diariosassociados.com.br
Natal pode amanhecer o dia de hoje
sem policiais nas ruas. Os PMs prometem realizar uma
paralisação de 24 horas para exigir do governo estadual
um posicionamento em relação ao cumprimento da Lei Complementar
273/04, que trata sobre o escalonamento vertical do
piso salarial de policiais e bombeiros militares. De
acordo com a lei, o piso salarial dos militares estaduais
deveria ser reajustado anualmente, de acordo com os
reajustes do salário mínimo, já que o menor salário
da categoria (aluno-soldado) não pode ser inferior ao
salário mínimo vigente no estado. Entretanto, os policiais
alegam que a lei não está sendo cumprida e o salário
está defasado.
Além da paralisação das atividades, os policiais se
reunirão, a partir das 8h, no Clube Tiradentes e seguirão
em caminhada até a Assembleia Legislativa para participar
de uma audiência pública justamente sobre a situação
da Polícia Militar no estado. "Na audiência trataremos
das legislações da polícia, da carga horária, plano
de carreira e do cumprimento da Lei 273/04", explica
o Cabo Jeoás Nascimento dos Santos, presidente da Associação
de Cabos e Soldados da Polícia Militar (ACS PM/RN).
Sobre a paralisação, para a qual todo
o efetivo foi convocado, o presidente da ACS afirma
que "não podemos, enquanto entidades representativas
dos policiais militares, simplesmente fechar os olhos
a esses desrespeitos a nossa categoria, por isso estamos
exigindo o cumprimento da lei". A categoria aguarda
um posicionamento do governo do estado, desde o início
de agosto, mas até então não foi dado seguimento às
negociações. "Os prazos pedidos foram cumpridos
e as entidades negociaram o quanto foi possível. Fizemos
nossa parte, não fomos radicais e o governo não poderá
alegar que fomos intransigentes", afirma o Cabo
Jeoás.
Irregular
O coronel Francisco Araújo Silva, comandante
do policiamento da capital, afirmou desconhecer a paralisação
e espera policiamento normal nas ruas hoje. "Militar
não paralisa e não faz greve. Isso é constitucional.
Se faltarem ao serviço é transgressão e se ultrapassar
as 24 horas é crime. Os policias que estiverem de folga
poderão participar dessas atividades, mas os que estiverem
escalados, deverão estar no serviço. Eles tem o direito
de se manifestar e a corporação de tomas as medidas
necessárias se isso ocorrer"