Polícia
de MG finaliza inquérito e indicia goleiro Bruno por homicídio,
formação de quadrilha e mais 3 crimes.
30/07/10
- 06:33
UOL Notícias
O delegado de Minas Gerais que investiga
o desaparecimento da ex-amante do goleiro Bruno, Eliza
Samudio, 25, confirmou no começo da noite desta quinta-feira
(29) que o inquérito sobre o caso foi concluído. Em
nota oficial, a polícia confirma que todos os suspeitos
foram indiciados.
O goleiro Bruno Souza é indiciado pelos
crimes de homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação
de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores.
Os demais suspeitos foram indiciados pelos mesmos crimes.
São eles: o amigo de Bruno Luiz Henrique Ferreira Romão
(o Macarrão); Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques
de Souza (Coxinha)-- ambos acusados de esconder o bebê
de Eliza--; a mulher do goleiro, Dayane Rodriques do
Carmo Souza; Elenilson Vitor da Silva, caseiro do sítio
do jogador; e Sérgio Rosa Sales (o Camelo), primo do
atleta. Também foi indiciada Fernanda Gomes de Castro,
uma suposta amante de Bruno.
Já o ex-policial Marcos Aparecido dos
Santos (o Bola), apontado como o assassino de Eliza,
foi indiciado por homicídio qualificado, formação de
quadrilha e ocultação de cadáver. Com exceção de Fernanda,
todos já estão cumprindo prisão temporária em Minas
Gerais. Os suspeitos negam os crimes.
A polícia vai encaminhar o inquérito,
que tem oito volumes, cerca de 1.600 páginas e três
anexos, para o Ministério Público nesta sexta-feira
(30). Uma entrevista coletiva à imprensa será dada na
tarde de amanhã para comentar a conclusão.
O único suposto envolvido que não foi
indiciado é o primo adolescente do goleiro, J.. Por
ser menor de idade, seu processo é diferente e corre
separadamente ao dos demais envolvidos. Ele aguarda
julgamento pelo Juizado da Criança e do Adolescente
de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte).
Identificação criminal
Hoje, o goleiro Bruno Souza e mais sete suspeitos foram
até a delegacia para fazer um procedimento denominado
identificação criminal. Segundo o delegado , o grupo
preencheu um formulário com informações básicas, como
endereço, profissão, salário e número de dependentes,
num procedimento que também serve para finalizar o inquérito
e preparar o indiciamento.
A assessoria da Polícia Civil informou
que esse "levantamento da vida pregressa"
do preso não inclui a coleta de digitais, como chegou
a ser informado mais cedo. Porém, a advogada da OAB
(Ordem dos Advogados do Brasil) Cintia Ribeiro, que
acompanha o caso, esteve por volta de 12h de hoje no
DI para averiguar denúncia dos advogados de defesa de
que a coleta de digitais dos suspeitos estava sendo
feita na delegacia. Segundo ela, os defensores foram
impedidos de entrar no DI para acompanhar o procedimento.
"Como neste momento eles estão
na condição de suspeitos, a identificação digital não
é necessária", explicou. A advogada afirmou que
irá fazer um relatório e vai entregar ao presidente
da OAB de MG com a versão das duas partes.
Os suspeitos voltaram para onde cumprem
as prisões temporárias: Bruno, Macarrão, Bola, Flavio,
Wemerson e Elenilson estão na penitenciária de segurança
máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana
de BH; Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, está preso
na Ceresp (Centro de Remanejamento de Presos) São Cristóvão,
e Dayanne está detida na penitenciária feminina Estevão
Pinto, em Belo Horizonte.