Cabo, que fazia parte do serviço de inteligência, foi
baleado enquanto andava de moto no canavial em Sapé
No final da manhã de ontem, o cabo da Polícia Militar,
Lenilson Tavares da Silva, de 41 anos de idade, foi
morto à queima roupa, com um tiro no peito, no momento
que passava de moto por um canavial. O crime aconteceu
na localidade de Açude do Mato, em Sapé. A vítima trabalhava
para o Serviço de Inteligência da corporação. Até o
encerramento desta edição, o suspeito continuava escondido
entre as plantações de cana-de-açúcar da região, depois
de ter trocado tiros com uma guarnição. Mais de 30 policiais,
de duas companhias e um batalhão, estão empenhados na
captura do assassino.
Segundo informou o delegado de plantão
e responsável pelo caso, Luciano Soares, a vítima pilotava
uma moto e estava acompanhado de um amigo quando foi
abordado por um homem que estava a pé. "O cabo
foi alvejado no peito, abaixo das axilas. Chegaram a
socorrê-lo, mas ele morreu no caminho do hospital",
afirmou. "Temos um suspeito que ainda trocou tiros
com a guarnição. Mais de 30 policiais das companhias
de Sapé e de Itabaiana, além do Batalhão da PM de Guarabira,
estão no encalço do suspeito. O amigo que estava com
cabo não se feriu e está ajudando na operação para reconhecer
o foragido", afirmou.
Ainda segundo o delegado, o trabalho
desenvolvido pelo cabo Lenilson na PM já resultou na
prisão de muitos bandidos. Isso poderia ter motivado
o crime. "O trabalho dele como P2 (Serviço de Inteligência)
levava a captura de muitos criminosos na região. O cabo
chegava a se infiltrar mesmo no tráfico durante as investigações.
Era um serviço muito desafiador", comentou. (Cecília
Noronha)