Pendências registradas no Siafi e Cadim ameaçam vários
projetos. Governo recorrerá ao STF para sair da lista
de inadimplentes
Lívia Falcão // liviafalcao.pb@dabr.com.br
A Paraíba pode deixar de receber mais
de R$ 300 milhões em investimentos por manter pendências
financeiras registradas no Sistema Integrado de Administração
Financeira do Governo Federal (Siafi) e Cadastro de
Inadimplentes do Governo Federal (Cadim). A liminar
que liberou o Estado para contrair empréstimos foi suspensa
pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro Joaquim
Barbosa e ameaça a realização de três projetos com recursos
aprovados pela Comissão de Constituição e Justiça do
Senado - o Pró-Fisco, para modernização do Fisco Estadual,
a segunda fase do Projeto Cooperar que presta assistência
à famílias do Semi-Árido paraibano e a recuperação de
estradas.
José Edísio Souto conversou
com o ministro Joaquim Barbosa pedindo a reconsideração
de sua decisão Foto:Mano de Carvalho/Secom-PB
Na última segunda-feira, o procurador-geral do Estado,
José Edísio Souto conversou com o ministro Joaquim Barbosa,
em Brasília pedindo a reconsideração de sua decisão.
"Nós mostramos a aflição que o Estado vive de estar
impossibilitado de trazer recursos para o Estado".
A medida cautelar do Estado protocoladano Supremo pede
a retirada do nome da Paraíba dos cadastros de inadimplência.
"São dívidas da Assembleia que são consideradas
'do Estado', mas alegamos que cada Poder deve ser responsável
pelos seus débitos", defendeu o procurador.
De acordo com o procurador, a União
contestou o pedido anterior do Governo, apontando que
além da dívida da Assembleia outra pendência legal constava
nos registros federais - o índice orçamentário de 25%
destinados à Educação, não praticado pelo Governo estadual.
"Esta é a quinta medida cautelar que o Estado apresenta
no Supremo Tribunal Federal para resolver problemas
do governo Maranhão deixados pela administração anterior",
destaca Edísio.
Uma alternativa apresentada pelo Executivo
é a quitação das dívidas da Assembleia. Ainda não decidimos,
mas um dos débitos será pago, ou o do IBGE ou o da Chesf,
o problema é que a Mesa da Assembleia não tem demonstrado
o interesse em quitar, recursos não faltam". Ele
estima que até amanhã, o ministro relator do processo,
Joaquim Barbosa devedecidir monocraticamente sobre a
cassação da liminar.
As dívidas com a Chesf e o IBGE somam
R$ 260.233,21 e R$ 111.849,02, respectivamente. De acordo
com o documento da ALPB, o valor referente ao IBGE é
sobre os serviços prestados pela servidora da instituição
Marfisa Maria Teixeira Guimarães, em 1995.