TJ prepara
trem da alegria; 164 cargos estão sendo criados.
22/09/09
06:31
Sem levar em consideração o relatório
do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou
economia nas despesas de pessoal, o Tribunal de Justiça
da Paraíba está fazendo o contrário. A Corte conclui
um anteprojeto criando cerca de 164 novos cargos, sendo
quatro de desembargador, 36 de juiz substituto e 124
funções de assessoramento de livre nomeação.
A denúncia foi feita nesta segunda-feira,
21, pelo presidente do Sindicato dos Servidores do Tribunal
de Justiça, João Ramalho Alves da Silva, durante entrevista
concedida ao programa Bastidores, comandado por Pe.
Albeni. Ele considerou de “absurdo” a atitude da atual
Mesa Diretora do TJ.
“Nós estamos acionando o Conselho Nacional
de Justiça para suspender a criação desses novos cargos
que estão sendo criado, inclusive com à revelia do próprio
CNJ”, garantiu o dirigente sindical.
João Ramalho informou que o anteprojeto
ainda não foi encaminhado para ser aprovado pela Assembléia
Legislativa. “A matéria ainda está sendo concluída no
âmbito do Judiciário”, afirmou. Ele protestou porque
“esses cargos de livre provimento deveriam ser preenchidos
através de concurso público”, enfatizou.
Cascata – A criação de novos cargos
de desembargador e juiz substituto poderá transformar
num efeito cascata. Segundo ele, “essa atitude irá acarretar
no aumento do número de procuradores do Ministério Público
e, consequentemente, de assessores”, disparou.
Chamou a atenção para outra questão
que classificou também de “absurda”: a contratação da
Fundação Getúlio Vargas (FGV) por R$ 4,5 milhões para
fazer consultoria. “Já informei ao CNJ a respeito desse
assunto, inclusive comunicando que no Tribunal existem
técnicos qualificados e em nossa Universidade Federal,
sem que seja necessário um gasto exorbitante igual a
esse”.