Segundo Fecomércio, faturamento em 2010 deverá ser 7%
maior do que o mesmo período do ano passado
Cecília Noronha // cecilianoronha.pb@dabr.com.br
As vendas no segmento de papelarias
e livrarias deve ter um aquecimento nesse início do
ano de cerca de 7%, em comparação ao mesmo período de
2009, segundo estimativa do presidente da Federação
do Comércio de Bens e Serviços da Paraíba (Fecomercio),
Marconi Medeiros. "No ano passado, durante esse
período, estávamos vivendo o pior momento da crise financeira
mundial. Portanto, agora, estamos estimando um crescimento
das vendas, que deve ficar entre 6% a 7%, por causa
da melhoria da renda da sociedade e o aumento do Salário
Mínimo", justificou. Um dos motivos para o crescimento
do setor durante a época de "volta às aulas"
seria o aumento do poder aquisitivo da sociedade.
Enquanto as livrarias faturam alto neste período, os
pais se desdobram para dar conta da imensa lista de
materiais exigida pelos colégios, cujos preços "desequilibram"
qualquer bolso.Na lista de material escolar que a dona
de casa Paula Vellez segurava, por exemplo, estavam
algumas exigências queela relutava em entender. "Pediram
um lápis aquarelado, que custa R$ 41, além de tinta
guache, para o meu filho com 12 anos. Mas nessa idade
ele não usa mais isso, porque já está na 7ª série, que
é a antiga 8ª série", criticou. "O menor preço
de um livro didático que vou comprar é R$ 82. Todos
vão totalizar mais de R$ 600. E lá no colégio não temos
direito de parcelar. O material escolar todo ultrapassa
R$ 1 mil", lamentou.
Quando comparamos o comportamento das
escolas às determinações da lei, conseguimos facilmente
diagnosticar algumas irregularidades. Segundo o coordenador
do Procon de João Pessoa, Watteau Rodrigues, uma das
recomendações da lei municipal que trata sobre o material
escolar ressalta o direito dos pais ou responsáveis
em parcelar livros nas secretarias dos colégios. "Por
isso as escolas têm que disponibilizá-los em módulos
pedagógicos. Assim, os responsáveis têm o direito de
optar por uma compra parcelada. Até cinco dias antes
de começar cada módulo, pode ser feito o pagamento do
material queserá utilizado no período", afirmou.
Watteau Rodrigues também lembrou que
é comum a escola exigir na lista materiais muito sofisticados
para determinas atividades. "O colégio não pode
determinar marca nem local onde os pais têm que adquirir
um material", observou. Segundo o gerente de uma
livraria existente na capital, uma das maiores reclamações
dos pais são a respeito de objetos dificilmente encontrados
em livrarias. "Os pais se revoltam mesmo é com
coisas sem sentido exigidas na lista, como colher, lixa
de unha", comentou.
Dicas na hora da compra
- Antes de comprar, pesquise os preços.
Também é recomendado mais cautela na hora das "promoções"
já que, em muitos casos, as lojas vendem produtos mais
em conta, mas, na verdade, repassam um valor mais alto
a outros produtos;
- Reunir um grupo de pais e tentar
comprar o material no atacado para negociar um desconto
maior;
- De acordo com o Código de Defesa
do Consumidor, as escolas ficam impedidas de exigir
material de expediente ao aluno, como álcool, tinta
para impressoras, papel higiênico e itens semelhantes;
- Exigir sempre a nota fiscal. Ela
é a garantia em caso de troca e evolução;
- Caso decida adquirir material escolar
importado, além das nota fiscal e de todas as exigências
aplicadas aos nacionais, o produto deve conter informações
precisas em língua portuguesa, prazo de validade, identificação
e o endereço do importador;
- Para economizar, aproveitar os materiais
utilizados no ano anterior é uma boa opção. Estão nesta
lista tesouras, pastas, estojos de lápis de cor e canetas;
- O estabelecimento de ensino não pode
indicar marca, modelo ou estabelecimento comercial a
ser adquirido pelo educando.
- E um dos itens mais importantes é
evitar levar os filhos na hora da compra. Eles geralmente
tendem a desejar adquirir produtos de marca e da moda
que são bem mais caros.