Fim da DRU
vai garantir R$ 9 bilhões a mais para a educação em 2011
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30/10/09
- 06:01
da Agência Brasil
Brasília - Com a aprovação pelo Senado
ontem da proposta de emenda à Constituição (PEC) que
determina o fim da Desvinculação de Receitas da União
(DRU) para a educação, a área terá 9 bilhões a mais
em seu orçamento de 2011. O montante representa 21%
do orçamento da área em 2009, que foi de R$ 41 bi.
Para o presidente-executivo do Movimento
Todos Pela Educação, Mozart Ramos, a aprovação da PEC
foi uma “vitória da educação brasileira”, já que o país
“ainda investe pouco” na área. “Hoje o que é investido
por ano em cada aluno é cerca de R$ 2 mil, o que representa
metade do que os países vizinhos como o México, o Chile
e a própria Argentina aplicam”, comparou ele, que é
membro do Conselho Nacional de Educação (CNE).
A União Nacional dos Estudantes divulgou
nota “em comemoração” à aprovação do fim da DRU sobre
a educação. A diretoria da entidade defende que os recursos
sejam aplicados principalmente na democratização da
universidade pública.
O mecanismo da DRU foi criado no Plano
Real, em 1994, para desbloquear 20% das receitas da
União que têm gasto obrigatório por lei. Assim, o governo
garantiu uma margem para redirecionar dinheiro das contribuições
sociais (como o PIS/Cofins e a antiga CPMF) para outras
áreas.
Com a aprovação do texto, em 2009 e
2010 serão descontados 12,5% e 5%, respectivamente.
Em 2011, não haverá incidência da DRU na educação.
Além de garantir mais recursos para
a educação, a PEC aprovada ontem também amplia a obrigatoriedade
do ensino, passando a incluir a pré-escola e o ensino
médio. Hoje apenas o ensino fundamental (dos 7 aos 14
anos) é obrigatório. O texto prevê que essa ampliação
ocorra de forma gradual até 2016.
“O dia de ontem foi histórico porque
tratou de duas coisas muito importantes para a qualidade:
o financiamento e a universalização da educação básica
em todas as suas etapas”, aponta Mozart.
Ele defende que os recursos extras
que virão com o fim da DRU sejam aplicados justamente
na ampliação das matrículas na pré-escola e no ensino
médio. “Não adianta ampliar a oferta sem qualidade,
e um dos pré-requisitos é ter um financiamento adequado”,
afirmou.