Fim da DRU
não traz garantias de mais recursos para educação municipal
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05/11/09
- 06:19
CNM
O fim da Desvinculação de Receitas da União (DRU) sobre
os recursos destinados à Educação, que aguarda promulgação,
apesar de significar mais recursos para o ensino, não
beneficiará necessariamente a educação básica oferecida
por Estados e Municípios, como tem sido veiculado pela
mídia. A proposta de Emenda Constitucional (PEC) que
trata do assunto foi aprovada em 28 de outubro no Senado
Federal.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informa
que não há garantias de melhorias no financiamento do
ensino municipal, pois os recursos da DRU irão incorporar
os 18% que a União investe na Educação, que hoje são
utilizados principalmente para financiar a rede federal
de ensino. Além disso, mesmo que esse recurso seja destinado
para a educação básica, ele ficará concentrado nas mãos
do governo federal que decidirá como aplicá-lo.
Outra questão preocupante para a CNM é o fato de a emenda
à Constituição que acaba com a DRU também tornar obrigatório
o ensino para crianças a partir dos quatro anos de idade
sem, no entanto, definir a fonte de recursos para a
ampliação dessa oferta. De acordo com a entidade, mais
uma vez a demanda e as responsabilidades dos Municípios
brasileiros aumentam, sem a definição prévia de financiamento.
Por este motivo, é preciso um olhar cauteloso sobre
o fim da DRU, pois as propostas aprovadas podem pesar
no orçamento dos Municípios, que serão obrigados a matricular
as crianças a partir dos quatro anos e providenciar,
por conta própria, os recursos para o desenvolvimento
de ações decorrentes do aumento de suas responsabilidades.