MEC escolheu os dias 5 e 6 de dezembro para realizar
o Enem, adiado em função do vazamento do teor das questões
Brasília - A decisão sobre as novas datas para a aplicação
das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
saiu mais rápido do que se esperava. Ontem, após uma
reunião entre os ministros da Educação, Fernando Haddad,
e da Justiça, Tarso Genro, o Ministério da Educação
(MEC) confirmou a nova data das provas, que serão aplicadas
nos dias 5 e 6 de dezembro. Além de definir o novo calendário,
o MEC também informou sobre possíveis mudanças nos locais
de provas.
Candidatos com problema de distância
do local de prova poderão fazer a solicitação de mudança
de endereço ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep). De acordo com o
ministro da Educação, Fernando Haddad, o site do Inep
terá um link para o pedido da troca de local de prova.
Na distribuição dos locais de provas, antes do adiamento
do Enem por vazamento do conteúdo do exame, foram constatados
dois tipos diferentes de problemas.
O primeiro, e mais grave, foi o dos
candidatos que marcaram a cidade errada para fazera
prova. Como o sistema de inscrição tem uma lista, por
engano, estudantes selecionaram municípios equivocados.
O segundo problema aconteceu em São Paulo, na capital.
O consórcio que aplicaria a avaliação teve dificuldades
de encontrar salas de exames para os dias 3 e 4 de outubro.
Faltaram locais de exame e os candidatos acabaram alocados
em escolas distantes da sua residência.
As novas datas escolhidas para os exames
também entraram em choque com quatro vestibulares. "Contatamos
os reitores da UFJF, da UFSC e da UnB e tivemos liberação
das datas para aplicação da prova", afirmou o ministro.
Haddad lembrou que as universidades têm autonomia para
decidir o calendário dos processos seletivos. Segundo
ele, a pasta vai entrar em contato com as demais instituições
com vestibulares previstos para os dias 5 e 6 de dezembro.