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ECONOMIA
Novo mínimo deve injetar R$ 600 mi na PB.
23/12/09 - 06:47

Por: jean gregório

O aumento do salário mínimo para R$ 510 deve injetar cerca de R$ 600 milhões a mais na economia paraibana, segundo estimativa preliminar do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O montante, que corresponde ao valor do reajuste adicional de R$ 45, foi baseado no estudo de estoque de trabalhadores do primeiro semestre deste ano, incluindo pensionistas e aposentados do INSS, que recebiam até um salário no Estado (aproximadamente de 1,3 milhão de pessoas). O reajuste do mínimo, que será dado no dia 1º de janeiro de 2010, vai elevar de R$ 465 para R$ 510, o que equivale um aumento nominal (sem descontar a inflação) de 9,68%.
Ontem, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o presidente Lula, que estava em viagem, autorizou o novo aumento. Segundo o ministro, ficou acertado que Lula assina hoje a medida provisória com o valor de R$ 510,00, que terá um aumento real de 5,87%. No país, o impacto com acréscimo de R$ 45,00 ao Mínimo deve destinar R$ 26,6 bilhões, beneficiar mais de 46 milhões de trabalhadores brasileiros e gerar uma arrecadação tributária sobre o conusmo de R$ 7,7 bilhões.
Dados do INSS na Paraíba revelam que somente nas contas da Previdência Social, que possui 527,5 mil aposentados e pensionistas (40% do total dos trabalhadores que recebem até um Mínimo na Paraíba), o acréscimo será de R$ 23,7 milhões. A folha que atualmente é de R$ 245,3 milhões, nessa faixa, passará para R$ 269 milhões a partir de janeiro, sem somar ainda com o valor do aumento dos aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário.
Para o economista e auxiliar técnico do Dieese, Renato Silva, o impacto do novo Mínimo poderá ser até maior na economia paraibana. “Como o estoque de trabalhadores com emprego formal aumentou de forma mais intensa no segundo semestre deste ano no Estado, esses números deverão adicionar mais ainda esses valores”, revelou o economista, acrescentando que os números finais sobre o impacto do reajuste somente serão conhecidos em janeiro, quando os dados atualizados dos trabalhadores que recebem um Mínimo serão consolidados.
Dados do Cadastro Geral do Empregados e Desempregados (Caged) mostram que de janeiro a novembro deste ano foram criados na Paraíba mais de 102,1 mil postos contra 87,8 mil desligamentos, gerando um saldo de 14,2 mil empregos com carteira assinada. Dependeno dos ajustes que ocorrem em dezembro nos empregos temporários, a Paraíba poderá ter um dos melhores saldos de emprego formal da série Caged, iniciada em 1999.
O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL-PB), José Artur de Melo Almeida, disse que “o reajuste é bem vindo e a conquista do novo valor significativo para a economia do Estado”, mas também cobrou vigilância das agências de regulação sobre os reajustes das tarifas públicas em 2010 como forma de evitar a perda do ganho real dos trabalhadores.

Jornal da Paraiba

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