Funcionários
do Banco do Brasil encerram greve em 7 Estados .
10/10/09
- 06:12
Os bancários do Banco do Brasil (BB)
em Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, e nos Estados
de Pernambuco, Ceará, Piauí e Sergipe, decidiram em
assembleias nesta sexta-feira (9) encerrar a paralisação
que já durava 16 dias.
Ontem, funcionários do BB em São Paulo,
Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Mato Grosso,
Pará, entre outros aceitaram a proposta de reajuste
salarial apresentada pelo banco, assim como os funcionários
de bancos privados das principais capitais do país.
As informações são da Contraf (Confederação Nacional
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).
Na Paraíba
Na Paraíba, de acordo com informações
de representantes do Sindicato dos Bancários da região,
não foi realizada assembleia nesta sexta-feira (9) por
ausência de novas propostas. A categoria decidiu aguardar
até o fim do feriadão para a realização de um novo encontro
onde serão decididos os rumos do movimento grevista.
Em Sergipe
Em Sergipe, os bancários da Caixa Econômica
Federal, além do Banco do Nordeste do Brasil, Banco
da Amazônia e Banco do Estado de Sergipe decidiram,
em assembleias realizadas nesta sexta-feira, seguir
em greve depois de recusarem a proposta salarial específica.
A proposta
A proposta da Fenaban foi apresentada
nesta quarta-feira ao Comando Nacional dos Bancários,
que levou como indicação aos sindicatos estaduais a
saída da greve e aceitação da proposta. A proposta de
reajuste salarial era de 6%. Na primeira reunião de
negociação, a federação tinha oferecido reajuste de
4,5%.
Além do reajuste, a Fenaban manteve
o teto de distribuição do PLR (Participação nos Lucros
ou Resultados) em 2% do lucro líquido dos bancos aos
funcionários e teto de R$ 2.100.
Inicialmente, os bancários pediram
reajuste de 10%, além de PLR (Participação nos Lucros
ou Resultados) composta por três salários mais valor
fixo de R$ 3.850. A proposta da Fenaban previa pagamento
de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro
líquido do banco. Os trabalhadores pediam também proteção
ao emprego, mais contratações, além do "fim do
assédio moral e das metas abusivas".
Segundo a Contraf (Confederação Nacional
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), mais de 35% das
quase 20 mil agências bancárias e postos de trabalho
ficaram fechadas no último dia de paralisação, percentual
três vezes maior em comparação ao início da greve.
Contas
A paralisação das agências não altera
as datas de vencimento de contas e dívidas. A Fenaban
orienta a população a procurar casas lotéricas, supermercados,
farmácias, ou pagar as contas pela internet ou pelo
telefone.