Efeito do
novo IOF é limitado, diz diretor do FMI .
20/10/09
- 06:04
AE-DOW JONES - Agencia Estado
WASHINGTON - A cobrança de um imposto sobre as aplicações
de estrangeiros, como o que está sendo fixado pelo governo
brasileiro, fornece apenas alguma proteção contra a
valorização cambial e tende a perder efetividade com
o tempo, disse Nicolas Eyzaguirre, diretor do Departamento
do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional
(FMI).
Indagado sobre a taxação do capital
externo aplicado em renda fixa e em renda variável,
com a alíquota de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras
(IOF), anunciada ontem pelo governo brasileiro, Eyzaguirre
afirmou que duas questões devem ser levadas em conta.
"Primeiro, que esses tipos de
impostos propiciam alguma margem de manobra, mas não
muita, de modo que os governos não devem cair na tentação
de adiar outros ajustes mais fundamentais", disse
Eyzaguirre, ex-ministro de Finanças do Chile.
"Segundo, é muito complexo implementar
esses tipos de impostos, porque eles têm de ser aplicados
a todos os instrumentos financeiros possíveis",
acrescentou. De acordo com Eyzaguirre, esses impostos
mostraram-se "porosos" ao longo do tempo em
vários países. As informações são da Dow Jones.