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ECONOMIA
Conta de luz mais barata.
11/01/10 - 06:35

Troca de eletrodoméstico por um mais eficiente pode representar economia de até 60% no consumo e redução na fatura

Para quem tem um equipamento velho em casa, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), em vigor desde o ano passado, é um bom incentivo para a troca. O novo aparelho pode sair praticamente de graça. Além da economia proporcionada pela diminuição do imposto, que fica entre R$ 50 e R$ 200, um eletrodoméstico mais eficiente contribui para reduzir a conta de energia no fim do mês, além de amortizar o investimento feito na aquisição do novo aparelho em poucos anos. E basta ficar atento ao selo Procel que classifica os produtos por eficiência no consumo de energia, de A a E, para sair ganhando no bolso.
Maria Goreti dá uma lição de economia para a nora, Kamila de Gusmão, que está trocando o refrigerador. Foto:Helder Tavares/DP/D.A Press

Um ensaio feito na divisão de eficiência energética da Eletrobrás com geladeiras velhas mostra que, ao trocar um equipamento com mais de 14 anos de uso, a conta de luz cai 60%. "Uma geladeira de uma porta, com 350 litros, consome em torno de 27 kWh por mês. Em 1987, esse aparelho era projetado para consumir 44 kWh. Mas depois de anos funcionando, essa geladeira hoje consome uma média mensal de 60 kWh. Para um consumidor de baixa renda, que tem poucos eletrodomésticos em casa, trocar a geladeira velha pode representar uma redução na conta de luz até maior que 60%", descreve Emerson Salvador, chefe da divisão.

A dona de casa Maria Goreti Oliveira, 39 anos, sabe bem o que é isso. Em dezembro de 2008, a conta de luz estava em torno de R$ 80. Após trocar a geladeira por uma com selo Procel, baixou para uma média mensal de R$ 40. "Isso porque eu ainda comprei outros aparelhos que eu não tinha antes, como o computador", acrescenta ela. Na época, ela gastou R$ 1.900 com a compra do novo refrigerador. Em um ano, a economia na conta de luz já pagou 25% do equipamento. Daqui a três anos, essa geladeira sairá de graça para a consumidora.

Agora Maria Goreti tenta passar a lição para a nora, Kamila de Gusmão, que também está trocando o refrigerador. "A geladeira que eu comprei está cerca de R$ 200 mais barata por causa do IPI. Kamila espera fazer uma economia ainda maior que Goreti no consumo de energia. "Lá em casa, a conta de luz vem por R$ 130. E a minha geladeira é ainda mais velha que a dela", diz.

Selo

Na hora de escolher a geladeira, Kamila faz questão de um modelo que tenha selo Procel A. Por quê? "Porque consome menos energia, não é?", afirma. Em geral, o que a maioria dos consumidores sabe é que a economia é maior na etiqueta A e menor na faixa E. Mas o que separa um produto B de um C? E um D de um E? Cada faixa representa um acréscimo entre 10% e 15% (ver quadro). Pequenas economias que fazem a diferença na conta de luz no fim do mês. Dependendo do produto, não é apenas o consumo de energia que é considerado. Como é o caso da máquina de lavar roupa, que ainda considera a centrifugação e o consumo de água.

Outra confusão muito comum entre os consumidores é a respeito do selo Procel. Isso porque nem todos os equipamentos etiquetados têm o certificado do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, criado em 1985. "O Inmetro, através do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), classifica os produtos de A, que são os mais eficientes, até E, menos econômicos. Somente os aparelhos na categoria A, dentre os que consomem energia elétrica, é que recebem o selo Procel", define Emerson Salvador.

O selo ficou mais conhecido com as geladeiras, as primeiras a serem etiquetadas, em 1985. Hoje já existem mais de 20 categorias de produtos, como ar-condicionados, ventiladores, lâmpadas, televisores. Menos fogões. "O Procel é exclusivo para os produtos que consomem energia elétrica", explica Marcos Borges, coordenador do PBE do Inmetro.

Para os fogões, existe a mesma classificação de A a E. Só que em vez de energia elétrica, avalia o consumo de gás e faz parte de um outro programa, chamado Compet (Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados de Petroleo e Gás). As etiquetas do fogão são as menos conhecidas. O vendedor Everston França, 29 anos, só soube dessa classificação por causa do IPI verde. "Estou procurando um fogão para a minha mãe e vou dar preferência para os que tenha a etiqueta A para ela gastar menos com ogás", diz ele.

O Norte

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