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ECONOMIA
Bancos voltam parcialmente.
09/10/09 - 06:02

Funcionários de empresas privadas retornam às suas atividades a partir de hoje
Márcia Dementshuk // marciabeth.pb@diariosassociados.com.br

Bancários paraibanos de instituições privadas decidem voltar às atividades normais hoje, em assembleia realizada ontem à noite pelo Comando de Greve na Paraíba. Os funcionários da Caixa Econômica Federal optaram por manter o movimento até que todas as pendências sejam resolvidas. Da mesma forma, a greve continua no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste.

O diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários da Paraíba informou que para o Banco do Brasil, o objeto de desacordo foi o Plano de Carrreira e Salários. O entrave para a Caixa Econômica Federal foi e o índice de reajuste salarial e o quanto ao Banco do Nordeste, o problema maior foi com a Licença Prêmio.

Para todos os bancos, foi garantido reajuste salarial de 6% em todas as verbas e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e com uma regra mais simples e justa do que a do ano passado. O aumento real do reajuste foi de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%. O ganho real de salários é uma conquista da categoria em todas as campanhas desde 2004.

O PLR mantém a distribuição de até 15% do lucro líquido e passa a ser um valor distribuído linearmente para todos os funcionários. Outra conquista foi na ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva. Os bancos federais tiveram alguns itens negociados mas aguardam a resolução de outros pontos pendentes.

A problemática causada pela greve dos bancários ao consumidor e ao próprio consumo foi grande. Nesta semana foi veiculado nos jornais um apelo das Câmaras dos Dirigentes Lojistas de João Pessoa e de Campina Grande, aos bancários grevistas alertando para a queda no consumo registrada durante o período de greve e o comprometimento das vendas para o Dia das Crianças. A população não encontrava envelopes para depósitos nos caixas eletrônicos e em alguns bancos o depósito nem era efetivado em função de que eram os funcionários em greve que deveriam realizá-los. Ronaldo Albuquerque, sub-secretário executivo do Procon estadual, afirmou que o órgão tem recebido muitas ligações telefônicas de pessoas solicitando orientações, além das visitas, principalmente para impressão de boletos bancários. A orientação é de que os cidadãos procurem as casas lotéricas.

Para amenizar os prejuízos aos consumidores, o Ministério Público da Paraíba juntamente com o Procon Estadual encaminhou uma Ação Civil Pública (ACP) na qual pede que os bancos coloquem envelopes para depósito nos caixas eletrônicos, que não sejam cobrados juros, multas contratuais, encargo financeiros, do período da greve e por mais 10 dias após o término e taxas de devolução de cheques devolvidos durante a greve, além da abstenção da cobrança da taxa de manutenção de conta. A ACP foi dada entrada no Tribunal de Justiça na quarta-feira às 17h e aguarda deferimento.

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