Repentistas
querem o cordel na TV Pública e pedem o apoio de Lula
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29/05/09
- 06:02
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Na abertura do 1º Encontro
Nordestino de Cordel, escritores populares e repentistas
pediram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a inclusão
do cordel na programação da TV Pública. Lula mostrou
simpatia pela ideia e determinou ao ministro da Cultura,
Juca Ferreira, que avalie a reivindicação.
“Juca, bem que poderia ter uma hora
na TV Pública para apresentar o cordel”, disse Lula,
após ouvir um cordel dedicado ao presidente da República,
feito pelo poeta Crispiniano Neto.
A lista de pedidos dos representantes
de cordel incluía também o reconhecimento da literatura
de cordel como patrimônio cultural imaterial, a regulamentação
da profissão de poeta popular e o desconto no Imposto
de Renda para quem patrocinar publicações de cordel.
Organizado pela Associação dos Cantadores
Repentistas e Escritores Populares do Distrito Federal
e Entorno (Acrespo), o encontro vai até amanhá (29),
no teatro da Caixa Econômica Federal, em Brasília.
Antes de participar do evento, Lula
lançou o Plano Nacional de Formação dos Professores
da Educação Básica. O presidente disse que os investimentos
feitos na área educacional são o “pontapé extraordinário”
para melhorar o ensino público. Segundo ele, seu governo
tem feito mais pela educação do que fizeram os governos
de 30, 40 anos atrás.
Lula disse ainda que seu sucessor terá
que fazer mais, porque a população já aprendeu a cobrar
qualidade no ensino público. “Vocês nunca mais vão ver
neste país um mapa do Brasil com dois Paraguais. Nunca
mais. Se alguém fizer errado, o MEC tem que corrigir”,
afirmou.
Em março, cerca de 500 mil livros destinados
a estudantes da rede pública de São Paulo mostravam
o Paraguai duas vezes no mapa da América do Sul. A Fundação
Vanzolini, responsável pelo livro, informou que uma
falha de diagramação provocou o erro.
O plano lançado hoje prevê a oferta
de 330 mil vagas extras em 90 universidades públicas
para formação de docentes que já trabalham na rede pública
de ensino e não têm curso superior.