Paraíba
tem sete casos confirmados de influenza A e investiga
outros dois.
29/07/09
- 06:03
A Secretaria de Estado da Saúde (SES)
anunciou, nesta segunda-feira (27) que o exame laboratorial
de um paciente do município de Tavares deu positivo
para o vírus H1N1. Com essa confirmação, sobe para sete
o número de casos confirmados da nova gripe no Estado.
Outros dois estão sendo investigados e, desde o surgimento
da nova gripe, 18 foram descartados. A SES esclareceu
que ainda não há evidência da circulação do vírus na
Paraíba e que a orientação continua sendo priorizar
a assistência ao paciente com doença respiratória grave,
que pode estar infectado por qualquer vírus. De 2005
até o dia último dia 20 de julho, a SES registrou 1.642
óbitos por influenza (gripe comum), no Estado.
“Os casos confirmados na Paraíba são
de pessoas que tiveram contato com pacientes infectados
de outros Estados. Atualmente, não temos registros de
transmissão autóctone (de pessoa para pessoa, dentro
do território paraibano) do H1N1, mas, conforme a OMS,
deveremos sim confirmar outros casos, no futuro. Não
há evidência de que o vírus H1N1 seja mais letal do
que o vírus da gripe comum. Qualquer um pode matar,
se o paciente tiver fator de risco para complicações.
Por isso, lembramos que o paciente gripado deve procurar
seu médico ou o serviço de saúde mais próximo para que
seja avaliado”, afirmou Diana Pinto, Gerente de Resposta
Rápida da SES.
O último caso confirmado é do pedreiro
de 25 anos, morador do município de Tavares, que apresentou
síndrome síndrome gripal (febre, tosse, calafrio, conjuntivite
e cefaléia) no dia 15. A doença evolui para uma pneumonia
e o pedreiro foi internado no Hospital Universitário
Alcides Carneiro (HUAC), tendo alta poucos dias depois.
No último final de semana também foi confirmada a doença
em um estudante de 31 anos, morador de João Pessoa,
que está na UTI do Hospital Universitário Lauro Wanderley.
Ele foi infectado durante um congresso da UNE, em Brasília.
“Este paciente tem uma doença respiratória grave, conhecida
como ‘peito de pombo’ e chegou a ficar dois meses em
uma UTI, em outra ocasião”, ressaltou Diana Pinto.
Foram descartados os casos suspeitos
de uma analista judiciária de 39 anos, moradora de João
Pessoa; uma dona-de-casa carioca de 24 anos, que está
visitando a família em Campina Grande e de um agricultor
de 31 anos, morador de Bonito de Santa Fé. Estão sendo
investigados outros dois: um surfista de 31 anos, morador
de João Pessoa, que esteve no Rio de Janeiro, e uma
estudante de 18, também de João Pessoa, que esteve em
Brasília. Ele tem uma imunodepressão e ela tem asma.
Os dois estão internados no HULW, na Capital.