Integração
regional é saída para países latinos enfrentarem crise.
29/06/09
- 07:32
Rio de Janeiro - Os resultados alcançados
pelo Brasil, principalmente a partir de 2003, com o
aumento de recursos para a área de formação de recursos
humanos e inovação nas empresas serão apresentados pelo
Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) na 19ª Cúpula
Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, em
Portugal, no mês de novembro. Uma das questões centrais
é a integração regional.
Hoje (29) e amanhã, o ministério promove
no Rio, em parceria com a Secretaria Geral Ibero-Americana,
o seminário Políticas Públicas para Incentivar a Inovação
no Setor Privado: uma Agenda Prioritária, preparatório
à cúpula.
O secretário executivo do MCT, Luiz
Antonio Rodrigues Elias, afirmou que o marco regulatório
deu destaque à questão de recursos humanos, de reforço
das universidades, de pesquisa e infraestrutura laboratorial.
Ao mesmo tempo, houve avanço em relação à inovação nas
empresas.
Elias informou que na cúpula de novembro,
o ministério pretende colocar alguns itens prioritários
para o país, entre eles a integração regional. “É um
ponto fundamental para os países superarem as suas desigualdades
e enfrentarem a crise econômica que estamos vivenciando”.
É importante também que haja reforço
para a questão da pesquisa e desenvolvimento (P&D)
no setor empresarial, destacou. Com esse objetivo, o
ministério está participando do Movimento Empresarial
para a Inovação, coordenado pela Confederação Nacional
da Indústria (CNI), para que aumente o grau de inovação
na iniciativa privada.
Luiz Elias disse que o nível de inovação
nas empresas tem crescido nos últimos anos no Brasil
mas que, em comparação aos países desenvolvidos, “ou
mesmo a alguns países em desenvolvimento, ele [o Brasil]
se coloca numa situação intermediária”.
Segundo o secretário, “essa capacidade
de integração regional, elevando a troca de experiências
e a capacidade de intercâmbio entre as empresas em P&D,
fazendo um grau de cooperação mais efetivo dos centros
de pesquisa para que a gente possa aumentar a capacidade
da região, é ponto fundamental”.
Convênio firmado pelo ministério em
2007 atribui à Comissão Econômica para a América Latina
e o Caribe (Cepal) o papel de dar o suporte necessário
às políticas públicas para inovação na América Latina.
Elias afirmou que não faltam recursos
para estimular a inovação empresarial no Brasil. “O
governo, em parceria com a sociedade, avançou muito
no marco regulatório e na capacidade de recursos disponibilizados
para a inovação”.
A integração que existe atualmente
entre três fontes específicas de financiamento - a Financiadora
de Estudos e Projetos (Finep), o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras - garante os
elementos de apoio ao processo inovador da cadeia produtiva
nacional, explicou.
O governo, de acordo com o secretário,
tem demonstrado de forma clara e objetiva sua capacidade
de estimular a questão da inovação. “A resposta que
nós esperamos é que as empresas tenham efetivamente,
mesmo diante da crise, a manutenção dos seus centros
de P&D como elemento estratégico para a superação
dessa crise financeira”.
O seminário, que será realizado na
sede do BNDES, servirá para examinar como os países
latinos e caribenhos estão enfrentando essa crise externa,
“olhando a inovação como eixo estratégico”. O encontro
encerra um ciclo de três sessões promovidas pela Secretaria-Geral
Ibero-Americana (Segib), já ocorridas este ano na Argentina
e no México.
O secretário explicou ainda que a idéia
é que as conclusões contribuam para a elaboração de
um documento que será levado a Portugal no mês de julho,
onde receberá manifestações dos governos e empresas
para ser submetido às chancelarias. O documento final
sobre a temática da inovação empresarial será, então,
apresentado na 19ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes
de Estado e de Governo.