Em dois
anos, brasileiro poderá usar celular para pagar compras,
prevê especialista .
27/07/09
- 06:45
da Agência Brasil
Brasília - Os brasileiros que já usaram
muito o cheque e hoje preferem os cartões como forma
de pagamento vão passar a utilizar, daqui a um ou dois
anos, o celular para fazer compras, prevê o consultor
em finanças e professor da da Faculdade de Informática
e Administração Paulista (Fiap) Marcos Crivelaro.
Atualmente, observa Crivelaro, bancos
já oferecem aos clientes a possibilidade de acessar
pelo celular o internet banking para verificar extrato
da conta, saldo de poupança, pagar boletos e transferir
valores, entre outros serviços. Pela internet também
é possível usar sistemas de pagamento oferecidos por
empresas especializadas que fazem intermediação entre
clientes e fornecedores. Por esse sistema, explica o
consultor técnico em tecnologia e professor de redes
de computadores da Faculdade Módulo Ricardo França,
o lojista ou prestador de serviço não precisa ter um
contrato com cada bandeira de cartão de crédito, mas
com essas empresas.
“Eventualmente, uma venda deixa de
ser feita porque o cliente não tem uma bandeira. Se
os fornecedores aderirem a essa tecnologia, facilita
o relacionamento. Geralmente, a empresa cobra um percentual
com qualquer bandeira de cartão de crédito e o custo
é um pouco mais elevado”, afirma França.
Mas a expectativa, segundo Crivelaro,
é que os consumidores possam pagar compras por meio
do celular, em substituição ao cartão físico. Por esse
sistema, é enviada uma mensagem para o celular do usuário
com uma senha válida para a compra desejada. A senha
é informada e a compra vem na fatura do cartão.
França lembra que o brasileiro é “um
grande consumidor de tecnologia celular". As estatísticas,
assinala, mostram que os brasileiros trocam o celular,
em média, uma vez por ano. “O celular pode se tornar
uma forma mais fácil de efetuar o pagamento tanto pela
mobilidade quanto pela modernidade.”
Segundo França, o uso do celular é
uma forma segura para as transações, porque não armazena
informações sigilosas. “A priori, o celular não armazena
senhas. É difícil um celular se infectado por vírus,
que captam informações, como ocorre com os computadores.
Por existir uma quantidade menor de risco, é uma forma
segura de fazer pagamentos e outras transações”, comenta.
França acrescenta que as instituições
financeiras investem em sistemas para reduzir os riscos
não só para da internet pelo celular como via computador.
“Não existe nada 100% seguro, mas há um investimento
grande em tecnologia de segurança”.
A técnica da Fundação Procon de São
Paulo Renata Reis afirma que na mesma medida em que
as empresas estão buscando medidas para tornar o sistema
mais seguro, os fraudadores tentam se aperfeiçoar. Mas
ela ressalta que as instituições financeiras são responsáveis
por prejuízos em caso de fraude. “O consumidor nunca
vai poder pagar a conta por isso. É um risco do negócio
quando a empresa oferece ao consumidor esses meios de
pagamentos.”
Renata ressalta que o consumidor deve
verificar os mecanismos de segurança disponíveis antes
de escolher um meio de pagamento eletrônico. “É preciso
observar todas as orientações passadas pela empresa
para que, caso ocorra algum problema, ela não possa
alegar que não foram seguidas as orientações.”
Segundo a técnica do Procon, essa atenção
torna-se cada vez mais relevante por causa do aumento
do uso dos meios eletrônico. Segundo dados do Banco
Central, entre 2005 e 2008, a quantidade de cheques
emitidos caiu 23%, enquanto que o uso dos cartões de
débito cresceu 84% e de crédito de 65%.