Home Favoritos Fale conosco Webmail
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Em busca do equilíbrio.
25/10/09 - 06:14

Ser um consumidor consciente ainda é caro, mas adeptos garantem que vale a pena, para o indivíduo e para o mundo
Louise Aguiar // Especial para o Diário de Natal

Regrar o consumo é cada vez mais difícil na era das compras desenfreadas. Mas o debate sobre a importância da conservação do meio ambiente tem feito com que muita gente repense sobre o uso de alimentos, papel e até alguns meios de transporte. Entretanto, apesar da necessidade de um consumo mais consciente em todas as partes do mundo, produtos como os alimentos orgânicos costumam ser até 30% mais caros, o que faz muita gente voltar atrás na hora de optar por eles. Talvez por isso apenas três em cada dez brasileiros praticam o consumo sustentável, como aponta pesquisa recente do Instituto Market Analysis.


Alimentos: exemplo mais comum do desencontro entre a necessidade e a viabilidade econômica do consumo sustentável Foto: Fabyana Mota/ON/D.A Press

O ambientalista e professor da UFRN Aristotelino Monteiro Ferreira diz que esses produtos ainda são caros porque sua produção não é massificada como os itens industrializados. Além de que, na opinião dele, a população ainda não os valoriza. "Infelizmente as pessoas não dão o devido valor a esses bens mais orgânicos, feitos com uma maior consciência ambiental. Issofaz com que a produção seja pequena e mais cuidadosa, o que acaba encarecendo o produto", explica.

Mas o peso de até 30% que pode ser sentido no bolso é compensado de outras formas. O ambientalista e diretor da ONG Baobá, Haroldo Mota, faz parte de um universo de três em cada dez brasileiros que praticam o consumo consciente. Há cinco anos, deixou de comer carne vermelha, há alguns meses não ingere alimentos de origem animal e prioriza o transporte de moto elétrica para onde quer que vá. "Evito andar de carro porque sei o quanto nosso ambiente está poluído. Não vou dizer que não uso, mas evito ao máximo", aconselha.

Além de andar de moto elétrica e algumas vezes de bicicleta, Haroldo também compra alimentos orgânicos e mantém a própria horta em casa. O ambientalista é minoria, mas segundo o professor Aristotelino, existe uma demanda crescente por produtos desse tipo em todo o mundo. De acordo com estimativas das Organizações das Nações Unidas, o crescimento do consumo de itens orgânicos, por exemplo, têm crescido entre 30% e 40% ao ano.

"É só uma questão de tempo, porque a consciência das pessoas vai aumentando, a demanda por esse tipo de produto vai crescendo. O que nós precisamos é começar a ver a natureza como uma parceira", aconselha. A tendência, aponta o professor, é que com o aumento da demanda os preços dos alimentos orgânicos baixem, apesar de que eles nunca chegarão ao patamar dos produtos clássicos, na opinião dele. "Quem fabrica esses alimentos tem toda uma mentalidade voltada para produção em massa, enquanto os orgânicos têm a mentalidade da qualidade do produto, da vida e do planeta", avalia.

Lutando em minoria

Menos de um terçoda população brasileira pratica o consumo consciente 15,2% dos consumidores recompensam empresas socioambientalmente corretas divulgando suas marcas e sendo fiéis a ela 30% pode a diferença de preço entre um alimento orgânico e um comum

Algumas práticas de consumo consciente:

- Conhecer as práticas trabalhistas e sociais da empresa;

- Preferir alimentos de cultivo orgânico;

- Verificar as informações no rótulo das embalagens;

- Comprar somente eletrodomésticos com certificado de eficiência energética

- Preferir produtos de materiais recicláveis e reciclados

- Economizar água e energia

- Evitar produtos descartáveis

Diario de Natal

  EM DESTAQUE
Pedro Régis
 
 

 

 
Se você fosse prefeito na sua cidade, em que mais investiria?
Educação
Criação de empregos
Infraestrutura
Agricultura
Saúde
Não sei, não saio de casa
Votar   
resultado parcial...
© 2008 - ovalenews.com.br - Paraíba - Brasil
Contato Administrativo e Comercial - redacao@ovalenews.com.br - Desenvolvido por: RFDesigner