Apenas 242 pessoas foram identificadas com a doença
nos primeiros seis meses do ano. Uma queda de 96,21%
Um número para se comemorar. Nos primeiros seis meses
do ano, os casos de dengue no estado caíram 96,21%.
A Secretaria de Saúde do estado registrou apenas 242
indicações de contágio. O último boletim epidemiológico
divulgado ontem pela Gerência Operacional de Vigilância
mostrou também que os municípios onde as pessoas tem
maior risco de adoecer por dengue são Riacho dos Cavalos
e Teixeira. Apesar da redução, a SES alertou que os
cuidados para eliminar o mosquito Aedes aegypti devem
ser reforçados, evitando assim o surgimento de mais
casos e uma epidemia, como a do ano passado.
Apesar da redução, cuidados
para eliminar o Aedes aegypti devem ser reforçados Foto:
Edilson Rodrigues/CB/D.A. Press
Os dois municípios identificados tem médio coeficiente
de incidência da doença, que vai de 100 a 300 casos,
por cada 100 mil habitantes. Nenhuma localidade apresenta,
até o momento, alto risco de alguém adoecer por dengue.
O maior número de casos confirmados aconteceu no mês
de março (105), seguido de fevereiro (48), janeiro (42),
abril (35) e maio (12). A região com mais casos (são
12 no Estado) foi a de Patos, com 88 casos.
Ao todo,foram notificados, somente
este ano, 642 casos suspeitos da doença, mas a maioria
foi descartada após exames. Dos 242 confirmados, 134
(55,3%) foram por critério laboratorial, sendo um caso
de dengue com complicação que evoluiu para óbito, e
108 (44,6%) por critério clínico epidemiológico. Observa-se
que no ano passado, neste mesmo período de análise,
foram notificados 7.901 casos de dengue a menos que
no mesmo período de 2008, com redução de 92,5 %.
Cuidados
Segundo a chefe do Núcleo de Doenças
Transmissíveis por Vetores Gisele Aversari, a dengue
é um grave problema de saúde pública em muitos países
e, por isso, embora a Paraíba esteja registrando uma
redução considerável, os cuidados não devem ser relaxados.
A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti,
que é parecido com um pernilongo, de corpo escuro e
rajado de branco. A doença se manifesta subitamente
com febre intensa, dor de cabeça, dores fortes nos olhos,
na musculatura e nas juntas, podendo surgir erupções
na pele. A forma mais grave da doença é a febre hemorrágica
que acomete pele, tecidos subcutâneos e intestino, podendo
levar ao choque e ao óbito.