Acordo no
Senado derruba restrições à internet nas eleições.
16/09/09
- 06:02
Brasília - O Senado derrubou ontem (15) as restrições
ao conteúdo veiculado na internet durante o período
de campanha. Um novo texto proposto pelo relator da
reforma eleitoral, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
contribuiu para que houvesse o acordo. O novo texto
prevê que “é livre a manifestação do pensamento, vedado
o anonimato, durante a campanha eleitoral por meio da
rede mundial de computadores (internet)”.
O relator explicou que a emenda apresentada
pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) anulava a imposição
das regras já previstas para televisão e rádio em veículos
poderia abrir espaço para que o Judiciário criasse as
regras para a internet. “Se simplesmente tirarmos o
artigo, podemos dar o direito à Justiça Eleitoral de
criar as regras, como ocorreu no passado”, disse Azeredo.
Mercadante concordou que sua emenda
não fosse votada devido ao acordo. “A internet é a rua,
só que nas ruas nós não somos obrigados a conviver,
na internet somos”, defendeu o senador. “Temos que apostar
na mais ampla liberdade.”
As restrições à internet estavam previstas
no texto base da reforma eleitoral do senador Eduardo
Azeredo (PSDB-MG), aprovado na semana passada e que
manteve as restrições aos sites noticiosos da internet,
durante o período eleitoral Os sites vinculados às empresas
de comunicação e aos provedores tinham ficado proibidos
de veicular imagens de consultas populares de natureza
eleitoral a partir do dia 5 de julho do ano da disputa.
A emenda previa ainda multa de R$ 5
mil a R$ 30 mil para o responsável pela divulgação de
propaganda que contrarie as regras. O candidato beneficiado
também estaria sujeito a multa caso fique comprovado
que ele sabia da veiculação previamente.
As regras para a utilização da internet
provocaram os mais polêmicos debates durante a discussão
da reforma no Senado. A proposta terá agora que ser
apreciada pela Câmara, antes de seguir para a sanção
do presidente da República. Para que a reforma vigore
na próxima eleição, ela precisa ser sancionada até o
próximo dia 2 de outubro.