Inmetro
desenvolve projeto para uso direto de óleo vegetal em
motores a diesel .
11/01/10
- 06:29
da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Instituto Nacional
de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)
está desenvolvendo, em parceria com a montadora Fiat,
um projeto na área de biocombustíveis para transformar
motores a diesel em motores que conseguem trabalhar
diretamente com óleo vegetal virgem.
Segundo revelou à Agência Brasil o
presidente do Inmetro, João Jornada, “não precisa fazer
o biodiesel. O sujeito pode ir lá no meio do mato pegar
os grãos que ele tem, como a soja, espremer, filtrar
e já usar no motor dele”.
O projeto está em fase experimental
e será inaugurado em fevereiro pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. João Jornada revelou que o projeto
envolve tecnologia, motor e certificação.
Também na área de biocombustíveis,
o Inmetro pretende este ano consolidar uma das mais
importantes parcerias firmadas em 2009, com o National
Institute of Standards and Technology (Nist), órgão
similar do instituto nos Estados Unidos.
“Nós desenvolvemos conjuntamente os
primeiros padrões de medição para biocombustíveis. E
isso é fundamental para a transformação do biocombustível
em commodity (produtos agrícolas e minerais comercializados
no mercado internacional) porque aí você tem padrões
facilmente acessíveis de qualidade”.
Os padrões desenvolvidos pelo Inmetro
e o Nist estão sendo usados agora nos principais laboratórios
da Comunidade Europeia para aferir a capacitação desses
laboratórios em medir a qualidade dos biocombustíveis.
O projeto com a União Europeia é denominado Biorama.
João Jornada afirmou que esses projetos
têm impacto ambiental muito grande. “E nós pretendemos
desenvolver vários programas que tenham foco na área
ambiental, para ajudar na questão da sustentabilidade”.
Ainda na área de sustentabilidade ambiental,
com vistas a uma maior eficiência energética veicular,
o Inmetro está desenvolvendo projetos para etiquetagem
de veículos com relação ao consumo de combustíveis,
dentro do programa que pode servir de base para uma
política tarifária do governo, disse Jornada.