O Conselho de Controle de Atividades
Financeiras (Coaf), o xerife do combate à lavagem de
dinheiro, vai ampliar a lista de transações que serão
vigiadas, abrangendo áreas consideradas problemáticas.
Estão na mira os mercados de artes, joias, loterias
e sorteios, leilões de gado e sêmen de animais, intermediação
de artistas e jogadores de futebol, corretagem de imóveis
e administradoras de cartões de crédito, revela reportagem
de Vivian Oswald publicada na edição do GLOBO de ontem.
As novas regras para a comunicação
de operações suspeitas já começaram a ser publicadas.
São áreas nebulosas, que negociam com bens e serviços
cujos valores são difíceis de serem medidos e, portanto,
fiscalizados.
A partir de 2010, todos os leilões
de joias deverão ser comunicados ao Coaf, assim como
a compra em espécie. Atualmente, só as transações iguais
ou superiores a R$ 10 mil devem ser informadas. Propostas
de venda de grande quantidade de pedras ou metais preciosos
em estado bruto, sem que a sua origem seja conhecida
ou que a área de garimpo declarada não tenha tradição
no produto ou esteja esgotada, terão de ser informadas.
Para cartões de crédito, discute-se
passar a responsabilidade das comunicações para o Banco
Central (BC), já que a maior parte das administradoras
é de bancos. O Coaf só cuidaria de cartões de loja e
sem bandeira. Hoje, já é obrigatório informar à Receita
Federal operações acima de R$ 5 mil.