ONG Transparência Internacional afirma que Brasil melhorou
no ranking que mede a conduta criminosa
Brasília - O Brasil subiu cinco posições no ranking
anual de corrupção divulgado ontem pela organização
não-governamental Transparência Internacional. Apesar
de ter passado do 80º lugar em 2008 para o 75º neste
ano, o relatório apontou que o país ainda é marcado
por escândalos que envolvem impunidade e corrupção política.
Na mesma colocação brasileira aparecem a Colômbia, o
Suriname e o Peru - todos com 3,7 pontos. Nas Américas,
um total de 21 dos 31 países receberam pontuação inferior
a 5, o que, de acordo com a Transparência Internacional,
indica "sérios problemas de corrupção" na
região. Escândalos sucessivos no Congresso
ainda mancham a imagem brasileira Foto: Daniel Ferreira/CB/D.A
Press
No grupo de países americanos com mais de 5 pontos,
o Canadá permanece como líder, além de integrar os dez
Estados com os menores índices de corrupção em todo
o mundo. O Chile, o Uruguai e a Costa Rica são os únicos
da América Latina a integrarem a lista com mais de 5
pontos. O Haiti aparece mais uma vez como o último no
ranking das Américas - apesar de ter passado de 1,4
ponto em 2008 para 1,8 neste ano.
A presença daArgentina e da Venezuela
no grupo com menos de 5 pontos, segundo o documento,
é vista como um indicativo de que a corrupção não é
presença exclusiva em países pobres.O relatório acrescenta
que jornalistas da América Latina, em particular, enfrentam
um ambiente de restrições "crescentes", com
a aprovação de legislações destinadas a "silenciar"
a cobertura crítica, limitando a liberdade de imprensa
e dificultando a divulgação de práticas de corrupção.No
ranking geral de países, a Nova Zelândia aparece em
primeiro lugar com 9,4 pontos, seguida pela Dinamarca,
com 9,3 pontos, e por Cingapura, com 9,2 pontos. O controlador-geral
da União (CGU), ministro Jorge Hage, criticou a posição
do Brasil no ranking mundial de corrupção divulgado.
Para ele, o Brasil deveria aparecer em melhor colocação.