O corpo da médica Zilda Arns, fundadora
da Pastoral da Criança, chegou a Brasília às 3h30 desta
sexta-feira. Zilda morreu na terça-feira (12) durante
o terremoto de 7 graus de magnitude que atingiu o Haiti.
O corpo de Zilda chegou em caixão parafusado,
segundo seu sobrinho, o senador Flávio Arns (PSDB-PR),
que também integrou a comitiva. Após ser desembarcado,
ele seguiu para uma funerária de Brasília para ser preparado
para o enterro. A previsão é que o corpo chegue a Curitiba
às 10h, onde será realizado o velório.
Junto no avião também veio a irmã Rosangela
Altoé, que trabalhava com Zilda Arns na Pastoral da
Criança. Muito abalada e com um ferimento na mão esquerda,
ela relatou que estava a cinco metros de Arns quando
houve o desabamento do prédio em que estavam.
"Ela [Zilda] já saía do local
quando ocorreu o terremoto. Foi por uma questão de minutos
que ela não se salvou", disse.
No mesmo voo, retornou ao Brasil o
ministro Nelson Jobim (Defesa), que foi ao Haiti para
verificar a situação do país.
O velório de Zilda Arns será no Palácio
das Araucárias, sede oficial do governo do Paraná, e
será aberto ao público. Flávio Arns informou nesta madrugada
que o enterro será realizado no sábado, às 10h, no cemitério
da Água Verde, em Curitiba, onde estão enterrados familiares
da vítima.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), já confirmaram
presença no velório.
História
Nascida em 1934, em Forquilhinha (SC),
Zilda era representante da CNBB (Conferencia Nacional
dos Bispos do Brasil) e fundadora também da Pastoral
da Pessoa Idosa.
Ela também era membro do Conselho Nacional
de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social.
Viúva e mãe de cinco filhos, ela era
empenhada em causas ligadas ao combate à mortalidade
infantil, desnutrição e violência familiar. Ela chegou
a ser indicada ao prêmio Nobel da Paz em 2006 e recebeu
outros diversos prêmios.