Greve geral deve parar ônibus, bancos e escolas na capital

Nesta sexta-feira, Dia Nacional de Paralisação, as centrais sindicais prometem reunir nas ruas de João Pessoa mais de três mil trabalhadores contra as reformas da Previdência e trabalhista. De acordo com informações da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT), a previsão é que os ônibus não funcionem, mas o movimento já tem adesão de diversas categorias como bancários, ferroviários, carteiros, professores e servidores da Universidade Federal da Paraíba e professores das escolas públicas, além de diversas outras categorias.

“Todos vão às ruas esclarecer a população sobre o maior ataque à classe trabalhadora”, disse o presidente da CUT, Paulo Marcelo. Segundo ele, a paralisação dos transportes públicos está sendo negociada com o sindicato dos motoristas e que até amanhã sairá a decisão. Ele enfatizou que os trabalhadores do campo e de diversas cidades da Paraíba também vão parar suas atividades hoje.

Em João Pessoa, o ato público será realizado a partir das 14h, no Ponto Cem Reis.

Bancários Os bancários decidiram aderir ao movimento convocado pelas centrais sindicais, federações, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo através de assembleia realizada no último dia 19. A greve geral desta sexta-feira é contra a terceirização, as reformas trabalhista e previdenciária, a reestruturação e o desmonte dos bancos públicos.

Conforme as centrais sindicais, as pessoas podem participar do Dia de Paralisação não indo a supermercados, padarias, não indo a shoppings, não comprando móveis ou eletroeletrônicos, não indo a lotéricas, academias ou mesmo escolas ou faculdades.

A recomendação é que as pessoas contribuam para o sucesso do movimento, uma vez que a aposentadoria e as garantias trabalhistas poderão ser cortadas de uma vez por todas. “A hora é de mostrarmos resistência a todas essas reformas”, disse Paulo Marcelo.

Igreja Católica Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, que toma posse no próximo dia 20, às 16h30, no Ginásio Ronaldão em João Pessoa, como o 7º arcebispo metropolitano da Paraíba, convocou a população para participar nesta sexta-feira das manifestações contra a reforma da Previdência. O objetivo é alertar o Governo Federal que nem a Igreja é a favor da reforma e conclama todos a demonstrarem seu descontentamento.

Jeová Campos O deputado estadual Jeová Campos (PSB), disse ontem na tribuna da Assembleia Legislativa ser a favor do movimento deste 28 de abril, que é um basta nessa que, sem dúvida nenhuma, é a proposta mais imoral e maldosa contra o povo brasileiro.

PB Agora

Veneziano e Luiz Couto votam contra, mas reforma trabalhista é aprovada e altera quase cem pontos da CLT

 Com o placar de 296 votos favoráveis a 177 contrários, o plenário da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (26), o substitutivo de Rogério Marinho (PSDB-RN) ao Projeto de Lei 6787/16 que trata da reforma trabalhista e altera cerca de cem pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Dos dez parlamentares pressentes da bancada paraibana, os dois únicos votos contra o texto foram dos deputados federais Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) e Luiz Couto (PT) e Confira como cada parlamentar paraibano votou no quadro abaixo.

O texto aprovado na noite desta quarta-feira, 26, promove alterações na legislação trabalhista, principalmente na relação entre empregado e empregador (veja abaixo a lista com as principais mudanças). A sessão para votar a matéria foi iniciada ainda na parte da manhã. Em meio a protestos e manifestações contrárias à proposta, a ordem do dia só foi concluída na noite de hoje (quarta, 26).

Um dos pontos mais polêmicos é o chamado “negociado sobre o legislado”, que prioriza acordos individuais em detrimento da lei e de acordos e convenções coletivas. Poderão ser objeto de acordo individual: parcelamento de férias, banco de horas, jornada de trabalho, jornada em escala (12×36). Alguns pontos, porém, não poderão ser negociados, como FGTS, 13º salário e seguro-desemprego. Para opositores da matéria, esse ponto do texto subjuga o trabalhador e o submete à autoridade do empregador. Já os defensores do dispositivo dizem o contrário, que a matéria dará mais força às representações de empregados nas empresas e instituições.

O governo temia mais uma derrota em plenário, mas conseguiu mobiliza a base e conseguir bom número de governistas na votação (o quórum foi de 474 votantes, a grande maioria aliada a Temer). Foi um longo dia de tensão e protestos de parlamentares na Câmara, como a véspera das votações já havia prenunciado com o confronto entre policiais e índios, em frente ao Congresso – não por acaso, as cercanias do prédio do Parlamento amanheceram cercadas e isoladas pela Polícia Militar e demais forças de segurança. Na sessão plenária desta quarta-feira (26), houve de tudo: desde empurrão violento na Mesa Diretora até ameaça de retirada de parlamentar que usou farda de soldador (leia mais abaixo), em alusão à derrubada de direitos que, segundo o deputado Assis Melo (PCdoB-RS), está em curso com as reformas do presidente Michel Temer.

Após Marinho concluir a leitura do parecer, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) retomou a ofensiva da oposição, que entende que a proposta retira direitos dos trabalhadores e torna desequilibrada a relação entre patrões e empregados. “Esse substitutivo vai levar o trabalhador de volta ao século 19”, disse Damous, ao criticar genericamente o texto. Para ele, o ponto que melhor ilustra os prejuízos à classe trabalhadora, no entanto, é o que regulamenta o trabalho intermitente.

“O trabalho intermitente é a indignidade trazida para o mundo do trabalho, é a legalização do ‘bico’, é pior que o desemprego, e gera quase uma relação de escravidão, pois faz com que o trabalhador fique à disposição até que o empregador decida que precise dele”, acrescentou. Em seguida, como defensor do PL, falou Darcísio Perondi (PMDB-RS), que defendeu a necessidade da reforma trabalhista. O deputado ressaltou que esta não é a única medida necessária para enfrentar o desemprego no país, mas disse considerar a proposta importante para minimizar a crise do setor trabalhista. Em relação ao trabalho intermitente, Perondi disse que essa modalidade vai permitir que muitas pessoas que hoje trabalham totalmente desprovidas de direitos tenham sua atividade regulamentada.

“O trabalho intermitente beneficia o garçom, o jovem que estuda em uma grande cidade e que precisa trabalhar apenas em alguns dias da semana. Essas pessoas vão poder fazer isso de maneira regulamentada agora”, sustentou.

Obstrução

Em obstrução durante toda a tarde, membros da oposição ao governo Temer levaram faixas com os dizeres “Não toquem nos nossos direitos” – que permaneceu esticada próxima à Mesa do plenário –, e cartazes com referências às principais alterações propostas pelo relator. Entre elas estão a terceirização das atividades fim de qualquer setor; a regulamentação do teletrabalho por tarefa e não por jornada, e a redução do salário para quem exerce as mesmas funções na mesma empresa com a demissão coletiva e a recontratação via terceirização.

Revoltado com os termos da reforma trabalhista na Câmara, o deputado Assis Melo (PCdoB-RS) vestiu uma farda de soldador em plenário e engrossou a onda de protestos que, nos últimos dias, a oposição tem levado ao Congresso contra as mudanças sugeridas pelo governo Michel Temer à legislação pertinente. Ao lado de correligionários com faixas, cartazes e placas com a foto de carteiras de trabalho rasgadas, Assis tentou explicar ao Congresso em Foco por que sua iniciativa incomodou tanto os deputados governistas – a ponto de o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ter lido trecho do regimento interno referente ao traje permitido no interior do plenário.

“É porque os trabalhadores não podem entrar na Casa. Eu, como deputado e trabalhador, posso me vestir, me fardar como trabalhador e entrar aqui. Vim aqui, simbolicamente, mostrar para os deputados qual é o traje de um trabalhador em seu dia a dia”, disse Assis à reportagem, rodeado de oposicionistas em protesto no centro do plenário.

Exoneração

Com medo de não ter a quantidade de votos necessárias para aprovar a matéria, o presidente Michel Temer (PMDB) exonerou, na manhã de hoje (quarta, 26), conforme publicado no Diário Oficial da União, três ministros para reassumirem as vagas de deputado federal e participarem da votação. Os ministros Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE), das Cidades; José Mendonça Filho (DEM-PE), da Educação; e Fernando Bezerra Filho (PSB-PE), de Minas e Energia, estarão entre os deputados que devem votar favoráveis à proposta de Temer nesta quarta-feira (26). Os três devem retornar aos cargos após a votação.

Veja as principais mudanças operadas com a reforma:

  • Prevalência do negociado sobre o legislado

Fortalece acordos individuais em detrimento da lei e de acordos e convenções coletivas. Poderão ser objeto de acordo individual: parcelamento de férias, banco de horas, jornada de trabalho, jornada em escala (12×36). Alguns pontos, porém, não poderão ser negociados, como FGTS, 13º salário e seguro-desemprego.

  • Jornada de trabalho

Flexibiliza a jornada para permitir que o empregado trabalhe 12 horas ininterruptas, sem intervalos, por 36 horas de descanso (jornada de 12 x 36), mediante mero acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo, e sem intervalos.

  • Férias

Permite o parcelamento das férias, conforme acordo, em até três vezes, desde que um dos períodos tenha pelo menos 14 dias.

  • Hora de percurso

Extingue o pagamento da chamada “hora de percurso” (horas in itinere) – o tempo gasto pelo empregado para chegar ao emprego, no caso de local de difícil acesso, ou não servido por transporte público, em condução fornecida pelo empregador – não será mais computado na jornada de trabalho.

  • Danos morais e patrimoniais

Restringe as hipóteses e estabelece limites para as indenizações por danos morais e patrimoniais.

  • Imposto sindical

Torna facultativas as contribuições de custeio ou financiamento sindical, exigindo prévia autorização individual para a sua cobrança e desconto.

  • Justiça trabalhista

Afasta dos tribunais regionais do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho (TST) a possibilidade de anular acordos e convenções coletivas contrárias à lei. Nega ao trabalhador a gratuidade processual plena quando faltar à primeira audiência e quando as perícias tiverem resultado negativo, retirando dos juízes a possibilidade de exame caso a caso. Prevê punições para as pessoas que agem com má-fé em processos judiciais na área trabalhista, seja ela o reclamante, o reclamado ou interveniente.

  • Rescisão por acordo

Permite a extinção do contrato de trabalho “por acordo”, reduzindo o valor do aviso prévio indenizado e a multa de 40% sobre o saldo do FGTS pela metade. Nesse caso, o trabalhador poderá sacar 80% do saldo do FGTS. Mas não terá direito ao seguro-desemprego. A rescisão passará a ser feita na própria empresa, na presença dos advogados do patrão e do trabalhador, e não mais em sindicatos como prevê a legislação hoje.

  • Trabalho intermitente

Cria a figura do contrato de trabalho não contínuo. O trabalhador poderá atuar apenas alguns dias da semana, ou algumas horas por dia, conforme negociação com o empregador. No período de inatividade, o trabalhador poderá prestar serviços a outros contratantes. O valor da hora de trabalho não poderá ser inferior ao valor horário do salário mínimo nem ao dos demais empregados da empresa.

  • Teletrabalho (home office)

É caracterizado como prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador (não necessariamente em casa), por meio da utilização das tecnologias da informação e comunicação. O contrato individual de trabalho precisa especificar quais são as atividades realizadas pelo funcionário.

Terceirização

Cria quarentena, de pelo menos 18 meses, pela qual o empregador não poderá demitir o trabalhador efetivo e recontratá-lo como terceirizado.

  • Mulheres

Grávidas ou lactantes (mulheres que estão amamentando) poderão trabalhar em ambientes considerados insalubres, por meio da apresentação de atestado médico, garantindo que não há risco à mãe nem ao bebê.

Sucessão empresarial

Quando uma empresa comprar a outra terá de arcar com as obrigações trabalhistas.

PB Agora

Marketing? Auxiliar de RC vê jogo de cena de Cartaxo para emplacar Lucélio para Senado e alerta sobre “rasteira”

Recém empossado no segundo escalão do Governo Ricardo Coutinho na Secretaria Executiva do Desenvolvimento Econômico, o suplente de deputado, e agora secretário Raoni Mendes (DEM) alertou, essa semana durante entrevista, para o que classificou de “jogo de cena” adotado pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), para emplacar mais um familiar na política e, “por tabela” dá uma rasteira no vice, Manoel Júnior (PMDB).

Para o secretário, Cartaxo trabalha para lançar o irmão, Lucélio Cartaxo (PSD), novamente na disputa pelo Senado Federal, em vez de se lançar candidato ao Governo do Estado nas próximas eleições, o que implicaria na renúncia do cargo de prefeito da Capital e conseqüente ascensão de Manoel Júnior a qualidade de prefeito.

“Manoel Júnior não se engane não, Cartaxo não vai sair da prefeitura, isso é tudo ensaio para poder lançar Lucélio novamente, é tudo jogo de cena. Cartaxo é muito competente no marketing. Ele consegue passar aquilo que ele não é”, alertou.

Raoni ainda alertou para o fato de Cartaxo está sempre acompanhado do irmão, Lucélio Cartaxo (PSD), em sua peregrinação pelo interior da Paraíba. “Ele só quer tudo para a família dele, é sempre tudo em família. Você vai à secretaria de Saúde quem manda é a irmã. Você vai à secretaria de educação, quem manda é a cunhada, ou seja, é tudo em família, e agora ele trabalha para lançar Lucélio senador”, disse. Conjecturas

Mendes adiantou ainda que, no campo das conjecturas, se Lucélio vier a ser lançado como senador na chapa do grupo do governador Ricardo Coutinho ele não apoiará o nome dele, e acredita que o DEM poderá ter um nome, como Efraim Morais. E foi mais além

“Não sou obrigado a votar em Lucélia e Se Ricardo apoiar Cartaxo como candidato a governador eu deixo de ser candidato a deputado”, arrematou.

PB Agora

Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Os trabalhadores dos Correios entrarão em greve por tempo indeterminado hoje (26) a partir das 22h. As ameaças de privatização e demissões, o fechamento de agências e o “desmonte fiscal” da empresa, com diminuição do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a mobilização, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

A estatal afirma que teve prejuízos de R$ 2,1 bilhões em 2015 e R$ 2 bilhões no ano passado. Em dezembro do ano passado, foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos. Já a Federação alega que a receita tem crescido.

“O que tem acontecido é um plano de desmonte próprio da empresa, atacando a própria qualidade e universalização do serviço. Faz parte de um projeto privado com interesse de entrar no mercado”, disse a secretária de Imprensa da Fentect, Suzy Cristiny.

Segundo a entidade, a “privatização” coloca em risco o direito da população aos serviços dos Correios, já que a empresa tem fechado agências em cidades menos lucrativas. “Mais de 200 agências estão sendo fechadas por todo o Brasil. Com isso, muitos moradores do interior e das periferias vão ficar sem o atendimento bancário e postal dos Correios do Brasil”, informou a federação.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, tem dito que é contra privatizar os os Correios, mas que a empresa terá que fazer “cortes radicais” de gastos para evitar a privatização, já que o governo não socorrerá a empresa financeiramente.

Críticas dos grevistas

Além do fortalecimento de franqueados e o fechamento de agências próprias, o que, na opinião da federação, “esvazia os negócios da empresa para a iniciativa privada”, a Fentect critica os repasses da empresa ao governo federal acima do valor estabelecido. “Nos últimos anos, os Correios repassaram para o governo federal R$ 6 bilhões e, desse montante, R$ 3,9 bilhões foram acima do valor estabelecido legalmente, prejudicando as reservas financeiras e investimentos necessários para a modernização da empresa”, informou.

A entidade cita ainda o distrato de R$ 2,3 bilhões do Banco Postal com o Banco do Brasil e a destinação de R$ 300 milhões em patrocínios nas Olimpíadas e pede uma auditoria na contabilidade da empresa.

Os sindicatos de todo o país se reúnem hoje (26) para referendar a manifestação sobre a greve. As entidades e a empresa já promoveram mesas de negociação, mas, segundo a secretária, não houve avanços. Ela disse ainda que os trabalhadores dos Correios se unirão às manifestações marcadas para a próxima sexta-feira (28) contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Além da mobilização pelo fortalecimento institucional dos Correios e universalização dos serviços, os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho, a contratação de novos funcionários, mais segurança nas agências, o retorno da entrega diária e o fim da suspensão de férias.

Outro lado

Em nota, a empresa informou que, caso o movimento grevista seja deflagrado, os Correios adotarão as medidas necessárias para garantir a continuidade de todos os serviços. “Uma paralisação dos empregados neste momento delicado pelo qual passa a empresa é um ato de irresponsabilidade, uma vez que a direção está e sempre esteve aberta ao diálogo com as representações dos trabalhadores”, informou. Os Correios não se manifestaram sobre as reivindicações dos trabalhadores.

Agencia Brasil

Efraim Filho defende caça aos inadimplentes antes de votar a Reforma da Previdência

O deputado federal  e líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Efraim Filho, defendeu em entrevista que  a reforma da Previdência, cujo projeto tramita na Câmara, é necessária, mas é preciso fazer um amplo debate e que seja promovida uma verdadeira caça aos inadimplentes e que seja passado um pente fino nas isenções previdenciárias concedidas.

Para Efraim, essa medida permitirá que se conheça com precisão o real tamanho do rombo na área. “Não podemos pensar numa reforma que sacrifique o trabalhador, mas que haja benevolência com devedores, que seja passada um verdadeiro pente fino em isenções concedidas, porque foi feito muita bondade com o chapéu alheio”, disse o deputado.

“Tudo isso causa um desequilíbrio na Previdência.” O governo prevê que o déficit do setor projetado para 2017 será de R$ 180 bilhões, enquanto entidades sindicais contestam os números oficiais e dizem que o sistema é superavitário.

 Efraim Filho disse que é preciso fechar, com critérios objetivos, qual é a conta certa. “O ponto de partida é constituir um juízo de valor mais preciso sobre o tamanho do déficit e observar do que ele é constituído”, concluiu.

Clickpb

Remédio: uso excessivo pode estar agravando a saúde de crianças paraibanas

Seja um, dois, ou três remédios, a quantidade não importa quando o primeiro sintoma incomum e uma dor se manifesta no corpo. Mesmo diante de uma doença simples, a falta de conhecimento sobre ela e a necessidade de que o sintoma cesse, faz com que a procura por medicamentos que surtam efeitos imediatos aumente. E, quando se trata de crianças, os cuidados dos pais são redobrados, fazendo com que a preocupação com prescrições médicas com muitos remédios se convertam na vontade de que o filho melhore o mais rápido possível.

Mas, o problema não é medicar, pelo contrário, remédios são necessários, mas o uso excessivo deles pode causar problemas à saúde das crianças e efeitos contrários, de acordo com o pneumologista pediatra Gilvam da Cruz. Remédios em excesso podem apresentar alterações no organismo da criança, gerando reações alérgicas, resistência e alterações hepáticas, segundo afirmou o presidente da Sociedade Paraibana de Pediatria, Cláudio Orestes.

Buscando evitar a dependência de medicamentos, pelo seu uso em excesso, alguns pais preferem medicar seus filhos com remédios homeopatas, que são medicamentos preparados a partir de substâncias extraídas da natureza mineral, vegetal e animal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 500 milhões de pessoas recebem tratamento homeopático em todo o mundo.

Riscos Muitas pessoas ao procurarem o médico querem o “aqui e agora, ou que seja feito alguma mágica que resolva de maneira rápida determinada questão”, segundo Cláudio. Mas ele afirma que essa ansiedade por um diagnóstico imediato ocorre pela insegurança dos pais em relação a determinados quadros em que o filho se encontra, que, mesmo sendo relativamente simples, pela falta de noção do que pode ser, aumenta a procura por um medicamento que tenha um efeito rápido, dificultando o entendimento de que algumas doenças não necessitam de medicamento, apenas repouso. “Alguns remédios tratam a febre e não a causa, por isso é necessário tomar um medicamento apropriado. Mas, muitas vezes as doenças são simples e a criança só precisa ficar de repouso, mas muitos pais não compreendem isso” explicou o presidente.

Quando um indivíduo utiliza muitos medicamentos, ele fica mais sujeito aos efeitos colaterais que a droga pode causar. E com relação aos antibióticos, o uso demasiado aumenta a resistência bacteriana do corpo, segundo Gilvam da Cruz. “Por exemplo, um remédio para diarreia pode causar efeitos de vômito, náuseas, aumento da diarreia e desidratação”, explicou o pediatra. “Além disso, a medicação pode perder seu efeito”, reforça. Alguns pais não compreendem quando a prescrição médica recomenda que a criança fique de repouso, por não querer que o paciente sofra por muito tempo. Porém, segundo o pediatra, nesses casos, é necessário explicar de maneira compreensível e passar confiança.

PB Agora

Luciano Cartaxo é recebido por Prefeitos em Jacaraú

 O Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), esteve visitando neste sábado (23), a cidade de Jacaraú, foi recebido pelo Prefeito da Cidade Elias Costa.  Na oportunidade esteve participando, os Prefeitos que compõem os municípios de Pedro Régis, Baia; Lagoa de Dentro, Fabiano e de Curral de Cima, Totó Ribeiro. Além de Vereadores, assessores, produtores, participou Leandro Vieira, Vice-Prefeito de Lagoa de Dentro e Eduardo o ex-Prefeito de Mamanguape.

Cartaxo aproveitou pra conversar com os Prefeitos a possibilidade de ampliar as parcerias com a Prefeitura da capital, beneficiando os agricultores da Agricultura Familiar.
Na oportunidade o Prefeito concedeu entrevista a imprensa, conheceu a feira livre da cidade, visitou o comércio, o Padre Anchieta da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e encerrando a programação no Assentamento Antônio Chaves, onde aproveitou para debater e trocar experiências com os agricultores.

“Agradecer de forma carinhosa que fomos recebidos aqui em Jacaraú pelo Prefeito Elias, nós tivemos a oportunidade em João de Pessoa de combinarmos uma agenda pra o dia de hoje, em função do Centro de comercialização de Agricultura Familiar que existem hoje na nossa capital que recebe a produção dos agricultores aqui da região, comercializa-se esses produtos em João Pessoa sem intermediário, produtos de extrema qualidade. A gente tem produtos de qualidade da Agricultura familiar, que sai do campo diretamente pra mesa do cidadão Pessoense. Pra gente é muito importante essa parceria, à produção está sendo feita exatamente nesses municípios polarizado aqui na região e nós estamos felizes em poder comercializar esses produtos em João Pessoa, levar alimentos saudáveis de qualidade para população, comercializar, gerar empregos e gerar rendas,” Frisou o Prefeito Luciano.
“Feliz por essa maravilhosa visita do Prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo em nosso município, porque não dizer a visita dos prefeitos da região: Totó Ribeiro de Curral de Cima, Baia de Pedro Régis, Fabiano de Lagoas de Dentro, várias outras autoridades a exemplo do ex-prefeito de Mamanguape Eduardo que nos visitou também. Eu avalio muito positiva, eu tinha certeza que a população tá compreendendo o nosso governo, aonde vem buscando parceria com as prefeituras vizinhas e porque não dizer com a Prefeitura da capital. O foco principal como nós já temos agricultores que levam seus produtos de Jacaraú pra vender no CECAF em João Pessoa, ou seja, essa estrutura comercial é um mercado aberto e a gente entendeu e enxergou que poderia levar mais agricultores, foi muito positiva, Luciano deixou bem claro que não só pra Jacaraú mais também para as cidades ciclo vizinha que estaria aberto para da todo apoio pra quer nossos agricultores possa pegar seus produtos e ter um mercado aberto na capital para comercializar”. Disse o Prefeito Elias.

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